quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Nelson Évora trouxe-nos o sabor do Ouro. Parabéns, Nelson!



Nelson Évora nasceu na Costa do Marfim a 20 de Abril de 1984. Os pais são naturais de Cabo Verde e o atleta está naturalizado português . É especialista em triplo salto, embora também pratique salto em comprimento.
É um atleta de alto nível internacional que, actualmente, representa o Sport Lisboa e Benfica e que já representou Portugal em várias provas internacionais tendo sido campeão do mundo do triplo salto em 2007.
Em 2001, na primeira vez que competiu por Portugal, venceu a prova de salto em comprimento do FOJE (Festival Olímpico da Juventude Europeia) que teve lugar em Múrcia, Espanha.
Em 2003, venceu o salto em comprimento e o triplo-salto do Campeonato da Europa de Juniores que decorreu em Tampere na Finlândia.
Em 2004, conquistou a medalha de bronze no triplo-salto no Campeonato da Europa Sub-23 que teve lugar em Erfurt na Alemanha.
Participou em Atenas nos Jogos Olímpicos de 2004 no triplo salto, tendo falhado a qualificação para a final.
Em 2005 participou no Campeonato do Mundo de Atletismo ao Ar Livre em Helsínquia falhando a qualificação para a final por poucos centímetros ao ser 14.º nas eliminatórias quando apenas os 12 primeiros garantiam um lugar na final.
Em 2006 participou no Campeonato do Mundo em Pista Coberta em Moscovo onde alcançou um lugar na final do triplo-salto onde acabaria no sexto lugar.
No Campeonato Europeu de Atletismo ao Ar Livre em Gotemburgo acabou em quarto lugar no triplo-salto tendo-se lesionado logo depois do primeiro salto, não podendo lutar pelas medalhas com a marca de 17,07 metros e em sexto no salto em comprimento com a marca de 7,91 metros.
Em 2007 participou no Campeonato Europeu de Atletismo em Pista Coberta em Birmingham no triplo salto no qual obteve o 5.º lugar depois de se ter lesionado no primeiro salto e que não possibilitou que efectuasse os restantes nas melhores condições físicas.
Participou nos Mundiais de Osaka nos quais se sagrou campeão do Mundo de triplo salto com uma marca de 17,74m (segunda melhor marca mundial do ano) e também recorde nacional .
Finalmente em 2008 , Nélson Évora torna-se o 4.º atleta português a trazer uma medalha de ouro para Portugal, desta vez no Triplo-Salto, sendo assim Campeão Olímpico, e tornando-se a segunda medalha portuguesa nos Jogos Olímpicos de Pequim.



PARABÉNS, CAMPEÃO!



terça-feira, 19 de agosto de 2008

A Las Cinco de la Tarde



A las cinco de la tarde.
Eran las cinco en punto de la tarde.
Un niño trajo la blanca sábana
a las cinco de la tarde.
Una espuerta de cal ya prevenida
a las cinco de la tarde.
Lo demás era muerte y sólo muerte
a las cinco de la tarde.


El viento se llevó los algodones
a las cinco de la tarde.
Y el óxido sembró cristal y níquel
a las cinco de la tarde.
Ya luchan la paloma y el leopardo
a las cinco de la tarde.
Y un muslo con un asta desolada
a las cinco de la tarde.
Comenzaron los sones de bordón
a las cinco de la tarde.
Las campanas de arsénico y el humo
a las cinco de la tarde.
En las esquinas grupos de silencio
a las cinco de la tarde.
¡Y el toro solo corazón arriba!
a las cinco de la tarde.
Cuando el sudor de nieve fue llegando
a las cinco de la tarde
cuando la plaza se cubrió de yodo
a las cinco de la tarde,
la muerte puso huevos en la herida
a las cinco de la tarde.
A las cinco de la tarde.
A las cinco en Punto de la tarde.


Un ataúd con ruedas es la cama
a las cinco de la tarde.
Huesos y flautas suenan en su oído
a las cinco de la tarde.
El toro ya mugía por su frente
a las cinco de la tarde.
El cuarto se irisaba de agonía
a las cinco de la tarde.
A lo lejos ya viene la gangrena
a las cinco de la tarde.
Trompa de lirio por las verdes ingles
a las cinco de la tarde.
Las heridas quemaban como soles
a las cinco de la tarde,
y el gentío rompía las ventanas
a las cinco de la tarde.
A las cinco de la tarde.¡
Ay, qué terribles cinco de la tarde!¡
Eran las cinco en todos los relojes!¡
Eran las cinco en sombra de la tarde!


Federico García Lorca



Nasceu numa pequena localidade da Andaluzia,Fuente Vaqueros, a 5 de junho de 1898 e foi assassinado em Granada a 19 de agosto de 1936. Poeta e dramaturgo espanhol foi uma das primeiras vítimas da Guerra Civil Espanhola. García Lorca ingressou na faculdade de Direito de Granada em 1914 e cinco anos depois transfere-se para Madrid onde ficou amigo de artistas como Luis Buñuel e Salvador Dali . Aqui publicou seus primeiros poemas.
Grande parte dos seus primeiros trabalhos baseiam-se em temas relativos à Andaluzia (Impressões e Paisagens, 1918), à música e ao folclore regionais (Poemas do Canto Fundo, 1921-1922) e aos ciganos (Romancero Gitano, 1928).
Concluído o curso, foi para os Estados Unidos e para Cuba, período dos seus poemas surrealistas, manifestando desprezo pelo modus vivendi dos norte- americanos. Expressou o seu horror com a brutalidade da civilização mecanizada nas chocantes imagens de Poeta em Nova Iorque, publicado em 1940.
Voltando à Espanha, criou um grupo de teatro chamado La Barraca. Não ocultava as suas ideias socialistas e foi certamente um dos alvos mais visados pelo conservadorismo espanhol que, sob forte influência católica, ensaiava a tomada do poder, dando início a uma das mais sangrentas guerras fratricidas do século XX.
Intimidado, Lorca retornou para Granada, na Andaluzia, na esperança de encontrar um refúgio. Ali, porém, teve a sua prisão determinada por um deputado católico, sob o argumento (que tornou-se célebre) de que ele seria "mais perigoso com a caneta do que outros com o revólver".
Assim, no dia 19 de agosto de 1936, sem julgamento, o grande poeta foi executado com um tiro na nuca pelos nacionalistas, e o seu corpo foi jogado num ponto da Serra Nevada. A caneta calava -se mas a Poesia nascia para a eternidade. O crime teve repercussão em todo o mundo, despertando por todas as partes um sentimento de que o que ocorria na Espanha dizia respeito a todo o planeta... foi um prenúncio da Segunda Guerra Mundial.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

A Feira Medieval de Silves

Acampamento na Praça Al’Muthamid junto ao Arade


Quem chega a Silves, vindo do Sotavento, quer pela via do Infante quer por Alcantarilha fica deslumbrado com a paisagem que avista antes mesmo de passar a ponte sobre o Arade.
A cidade localiza-se num vale onde abundam os laranjais e é dominada pelo castelo, que data sobretudo do tempo da ocupação dos mouros no século VIII. Silves prosperou sob o domínio muçulmano, tendo-se tornado, sob o nome de Chelb, uma das cidades mais importantes da Península Ibérica até ser conquistada pelos cavaleiros da Ordem de Santiago, em 1242.
Das torres do castelo, avista-se uma paisagem deslumbrante.Todos os montes em redor, e são muitos, estão cobertos de oliveiras, alfarrobeiras, azinheiras, amendoeiras...
Neste momento, está a decorrer desde o dia 9 de Agosto e prolongar-se-á até ao dia 17, a Feira Medieval de Silves. A partir das 18.00h e até à 1.oo h da madrugada, há música, muita música e muito boa, teatro, comes e bebes, venda de produtos agrícolas e artesanais num ambiente que nos leva a viajar até aos séculos XII/ XIII.
As reconstituições históricas estão a tornar-se, cada vez mais, um evento cultural do Verão e um pouco por todo o país, de Norte a Sul, encontramos reconstituições quase perfeitas daquilo que foram as feiras medievais. A Feira Medieval de Silves tornou-se um evento imperdível para quem vive no Algarve e para quem escolhe o Sul como destino de férias.Pode-se comprar o mel de rosmaninho, orégãos, poejos, louro, tomilho, figos, peças de barro, sapatos, vestuário, bijuteria, pratos, tapetese lanternas de Marrocos e muito,muito mais em tendas semelhantes às que os artesãos medievais utilizavam para vender os seus produtos. Enquanto passeamos, vemo-los ocupados na sua arte. O teatro não falta e pode-se assistir à recriação de eventos históricos da época medieval como os torneios ou a conquista da cidade por D. Paio Peres Correia.
Outra imagem do acampamento

As feiras eram importantes locais de comércio e divertimento para quem vivia nos concelhos rurais e até mesmo nos urbanos.Estavam presentes os saltimbancos,malabaristas, animais amestrados, jograis, bailarinas...É esse vigor que está patente quando se visita esta feira algarvia. Encontramos regatões, camponeses, artesãos,almocreves, mendigos...



Cortejo que marca a abertura da Feira


Muitos eram os motivos que levavam as pessoas à feira. Ia-se para comprar,vender, conviver, receber notícias de outras povoações,marcar casamentos, enviar notícias...
As feiras medievais representaram o momento no qual ressurge o comércio na Europa, no final do século XI, quando esta saía do feudalismo, no qual as pessoas viviam em territórios limitados,onde produziam tudo o que precisavam, sendo que quando algo faltava, conseguiam-no através de trocas.


Mendigo, muito bem caracterizado, junto da porta que dá acesso Museu de Silves. Uma visita a não perder.

No entanto, as Cruzadas reabriram o caminho pelo mar Mediterrâneo e possibilitaram aos Europeus um maior contacto com o Oriente, de onde traziam mercadorias raras e exóticas (cravo, canela, pimenta, seda, porcelana), muito cobiçadas no Velho Continente
Músicos

Durante a realização das feiras interrompiam-se guerras, a paz era garantida para que os vendedores, dispostos lado-a-lado, pudessem trabalhar com segurança. Da mesma maneira, os guardas vigiavam todo o perímetro de modo a evitar que algum desordeiro pudesse causar incómodos àqueles que por ali passavam e desejavam efectuar suas compras.
Os fidalgos de visita à feira

Ao começo da noite a feira enchia


Um grupo castelhano que contagiou o público assistente com a sua alegria

Veja Aqui e saiba mais.



E agora Só lhe falta mesmo ir a Silves. Vai gostar!