quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Início de um ciclo especial



Quase nove meses depois, reabro este espaço de que nunca me consegui desligar. Entre mim e o mar há uma ligação umbilical profunda e encerrar o" A Ver O Mar" seria uma amputação de que nem tão cedo me curaria. É certo que muitos momentos houve em que acreditei que iria soçobrar sob os escombros de uma quase hecatombe psicológica que se abateu sobre mim mas aqui estou sã e salva. A minha honorabilidade chegou a ser posta em causa de forma leviana, insensata e irresponsável por quem não me merece credibilidade nem me infunde respeito. Graças a alguns amigos saudavelmente teimosos, fui mantendo algum contacto com a blogosfera e hoje sinto-me preparada para continuar esta aventura, este vício,esta paixão que é fazer verdadeiros amigos a partir de palavras imbuídas de verdade, honestidade, prazer e cujo poder de persuasão me fez voltar a este lugar de ternas recordações. Agora com toda a disponibilidade para essas pessoas.

Bem-hajam!

quinta-feira, 15 de abril de 2010

25 DE ABRIL



Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo

Sophia de Mello Breyner Andresen

segunda-feira, 8 de março de 2010

Ana de Castro Osório



Ana de Castro Osório nasceu em Mangualde (Beira Alta)no dia 18 de Junho de 1872 e morreu em Setúbal a 23 de Março de 1935. Além de escritora, especialmente no domínio da literatura infantil, foi uma pedagoga notável, feminista convicta e activista republicana portuguesa. Pioneira em Portugal na luta pela igualdade de direitos entre homem e mulher escreveu, em 1905, Mulheres Portuguesas, o primeiro manifesto feminista português.
Foi uma das fundadoras do Grupo Português de Estudos Feministas, em 1907, da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas, em 1909, da Associação de Propaganda Feminista, em 1912, da Comissão Feminina "Pela Pátria"em 1916, a partir da qual se formou, no mesmo ano, a Cruzada das Mulheres Portuguesas.
Casada com Paulino de Oliveira, membro do Partido Republicano, aproximou-se,depois da instauração da República, deste partido, tendo colaborado com o ministro da Justiça, Afonso Costa, na elaboração da Lei do Divórcio.
Foi membro da obediência maçónica Grande Oriente Lusitano e da Ordem Maçónica Mista Internacional "Le Droit Humain".