sábado, 13 de agosto de 2011

Coisas de Tavira






A casa da minha avó.


Repito estas palavras
e as escadas de pedra
enchem-se de luz:
vejo a avó sentada
na sala a costurar.

Já não espera ninguém.

Os filhos estão com ela
e os netos vão a caminho.

Voam pelos terraços
Onde outrora brincavam
roubando amêndoas e figos
postos ali a secar.


Yvette K. Centeno

13 comentários:

BRANCAMAR disse...

Memórias das avós, que nos enchem a todos de ternura.

É muito lindo este poema.

Obrigada Isabel. Bem-hajas.

Voltei ao Brancamar, principalmente por este bom grupo de peimeiros amigos e outros que fui conhecendo. Não sou capaz de vos deixar. Vou ficando, devagarinho...:))

Beijo de carinho para ti.
Branca

lagartinha disse...

Ainda fiquei com mais saudades da minha querida vovó, também eu andava em cima das árvores a comer pêras, cerejas e adorava apanhar figos (da casa de uma vizinha...)
É tão bom recordar coisas boas!
Beijinho grande

pinguim disse...

Um poema bem algarvio.
E fez-me recordar a minha Avó, de quem tantas saudades tenho.

Ana disse...

Gostei muito do poema de Yvette Centeno ... mas também gostei muito da Maria Maresia ! Parabéns para ti e para a tua princesa por ter quem a ama assim !
Beijinho *

mundo azul disse...

___________________________


Que bonito esse poema! Fez-me lembrar a infância... Minha avó... Saudade!



Beijos de luz e o meu carinho...

______________________

Luis Eme disse...

lembraste-me da minha avó, dos figos secos, das passas também a secar e a "juventude" a passar e a penicar. :)

beijinho Isamar

Braulio Pereira disse...

como é lindo Tavira.


saudades.. de tudo

obrigado!!

Graça Pires disse...

Gosto muito de Tavira. E gostei muito de ler aqui a poeta Yvette K. Centeno , que eu muito admiro.
Um beijo.

gaivota disse...

a casa da minha avó... cheira a tanta recordação, fica a imensa nsaudade...
beijinhossssssss milessssssssss

JPD disse...

Texto eloquente sobre a memória familiar.
Bela ilustração.
Bjs, Isamar

elvira carvalho disse...

Conheci duas avós. Ambas mulheres muito fortes. Maria do Carmo e Piedade. Com a Piedade a ligação foi mais emocional e mais intensa apesar de ela ter partido quando eu tinha apenas 6 anos. Maria do Carmo se foi 10 anos depois. Vivia na Trapa, uma aldeia de S. Pedro do Sul. Só a via uma vez por ano, normalmente no Natal.
Um abraço

Luís Coelho disse...

Um poema que nos deixa um sabor desses figos secos ao sol.
Agradeço a visita e vou continuar por aqui procurando o sabor das boas letras.

Parapeito disse...

memórias que deixam um sabor doce de figo
brisas doces*