domingo, 9 de novembro de 2008

E por vezes as noites duram meses...


E por vezes as noites duram meses
E por vezes os meses oceanos
E por vezes os braços que apertamos
nunca mais são os mesmos E por vezes

encontramos de nós em poucos meses
o que a noite nos fez em muitos anos
E por vezes fingimos que lembramos
E por vezes lembramos que por vezes

ao tomarmos o gosto aos oceanos
só o sarro das noites não dos meses
lá no fundo dos copos encontramos
E por vezes sorrimos ou choramos

E por vezes, por vezes, ah por vezes
num segundo se evolam tantos anos.


David Mourão-Ferreira

19 comentários:

Tony Madureira disse...

Olá,

Lindo!!


Abraço

Tiago R Cardoso disse...

de facto por vezes as noites duram meses, mas depois o nascer do sol é muito mais bonito.

Como fantástico é acordar depois de tão grande sono.

Maria disse...

E por vezes leio por aqui da poesia mais bela que temos...
Obrigada, Isabel.

Beijinhos

SILÊNCIO CULPADO disse...

Sophiamar
Este poema é magnífico. Sim, por vezes. Do tudo ao nada é só um instante, da coragem ao medo é só, por vezes, uma questão de linguagem.
Resta-nos o afecto (o que não é por vezes).

Beijos

Espaço do João disse...

Por vezes pego um livro de poesia.
Por vezes desfolho o mesmo.
Mas como o Aleixo dizia.
Que nem mesmo a burguesia .
quando come tudo a esmo.
Anda sempre com azia.

o escriba disse...

Isabel

Querida Amiga, que poemas tão belos aqui trazes! Leio, releio e torno a ler, nunca me canso.

bjinhos
Esperança

gaivota disse...

e por vezes foi mesmo assim que tudo acabou por acontecer!
o david, homem escritor poeta, que também gostava de ir para os lados do nosso oeste português...
o pôr do sol é mais lindo e dura, dura mas o nascer do sol também é fantástico e brilhaaaaaaaaaaaaaa
boa semana, querida amiga
beijinhossssssssssss

heretico disse...

um dos meus poemas predilectos. de enorme poeta que é David Mourão Ferreira.

e por vezes acontece. e não se esquece...

beijos

margusta disse...

Querida Isabel,

...lindo o poema de David Mourão-Ferreira que nos deixas!

Li o teu post anterior amiga...que dizer-te...que quero ter-te sempre por aqui..que escrevas sempre o que te apetecer e sentires!!!.. Eu nunca darei o meu tempo por perdido ao ler-te!!!

Gosto muito de ti Isabel....e na fragilidade em que me encontro tb...envio-te um abraço muito AMIGO!!!

pinguim disse...

Este poema põe-me a pensar em tanta coisa...
Beijinho.

J. Stocker disse...

Cara Isabel

A sua escolha deste autor foi excelente, infelizmente tem andado com pouca visibilidade e nós também nos deixamos ir ne onda.

Um abraço

Teresa Durães disse...

o trespassar da memória

Graça Pires disse...

"E por vezes, por vezes, ah por vezes num segundo se evolam tantos anos."
O querido David... Obrigada por o lembrares aqui. Um beijo.

elvira carvalho disse...

Este eu gosto Sophia. Gosto do autor, gosto do poema.
Mas às vezes também acontece o contrário. Os anos passam com a celeridade de uma noite. No tempo tudo é muito relativo.
Um grande abraço, e cuide-se.

lena disse...

e por vezes os dias separam oceanos...


gosto de David Mourão-Ferreira, gosto da escolha e gosto de poesia

e porque tu sabes bem que gosto tanto deixo para ti Isabel:


Quem foi que à tua pele conferiu esse papel
de mais que tua pele ser pele da minha pele

David Mourão-Ferreira


com o meu carinho, apesar de tanta ausência minha, transformada em presença na amizade que nos une

beijinhos e num abraço a amizade que nos liga ternamente

lena

Agulheta disse...

Olá Isabel. gosto da poesia David Mourão Ferreira. E principalmente deste poema.Boa semana,com amizade e tudo de bom.
beijinho

O Guardião disse...

O tempo é sempre relativo, ora corre depressa demais, ora parece tudo pára, e nós quase nunca acertamos o passo.
Cumps

António Inglês disse...

Olá Isabel

Assim, pé ante pé, sem fazer muito barulho, apareço-te na porta que sempre deixas entreaberta para quem vem por bem.
Venho pouco, e por vezes quando venho nem sempre me atrevo a deixar comentário sobre o que leio.
Levo daqui a alma cheia, mas quero que saibas que te deixo sempre um abraço de muita amizade e respeito porque sei que estás aí, que me entendes e não te aborreces com minhas ausências.
Mais uma vez, aqui fica um bem forte, que desembrulhando te oferecerá um beijinho.
Uma boa semana
António

Jorge P.G disse...

Gosto do poema, gosto do autor, muito, não gosto tanto da mensagem que ele deixa.
Prefiro algo mais verde, mais em flor, mais virado ao amanhã claro, ao reviver das coisas boas que duram anos num segundo.
E é destas coisas, boas, doces, agradáveis, luminosas, que eu acho que precisas, minha amiga. Precisamos todos.

UM ABRAJINHO PARA TI.
Estou presente.